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  1. Conto - Acordar

    23/01/2012

    A luz invade o quarto, ela sobre a cama. Abre os olhos com dificuldade, com um impulso se levanta, camisa amarrotada sobre o corpo. Passos até o banheiro. Olhar no espelho, cabelo desgrenhado. Leva as mãos a nuca, em seguida a torneira, á abre, água no rosto. Chuveiro. “tanto para fazer!” apressada. Percorre o corredor, tentando colocar os sapatos, vermelhos, ponte agudos. Fecha a porta “As chaves do carro...”. Abre a porta, e procura por todo canto, abaixo das almofadas, na mesa, na cama, na escrivaninha, “Porque não deixo nada no lugar?”, no guarda-roupa, nos bolsos das calças, e outras peças de roupa, nada, observa o gato Jeremias, “Não...”, sai do quarto, antes olha novamente para o gato “Não, não seria possível...” vai ao banheiro, verifica a farmácia, nada, segui para a cozinha, armário, nada, geladeira... é estava lá. “Droga! Deixei a bolsa na cama”. Sobe as escadas, apressada, chega ao quarto, captura a bolsa. Percebe então, antes de sair novamente, através da janela, “havia três casinhas ali...” lembra-se, das trigêmeas tão perfeitamente iguais e charmosas, que já não podia ver, pela construção de um novo prédio, que só agora percebera. Adentra o carro, aciona o controle remoto do portão, deixa a bolsa no banco do carona, coloca o cinto, liga o carro, manobra olhando para trás para sair da garagem, fecha o portão. Lembra-se das casinhas, segui pela direita, querendo contemplar as trigêmeas. O prédio em construção se aproxima, ela olha com atenção. “Meu Deus!” percebe. O prédio não tampava a visão das delicadas casinhas, pois as pobres já não existiam mais, o prédio alojara suas entranhas onde as trigêmeas viviam sossegadas. Na noite daquele mesmo dia, ela olhou para o céu, e pensou “será que havia três estrelas ali?”.

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